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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Chuta Ai (Entrevista) - Resposta part.1

Caros amigos,

Ai vai a primeira parte das respostas do "CHUTA AI (Entrevista)!" com Azagaia. Curtam...

Caro Anônimo Ame-rico, obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

1. Azagaia para quando o teu proximo album?

Bem, estou a trabalhar nisso agora, e como tornei-me numa pessoa mais ocupada comparando com a época em que fiz o Babalaze, e ao mesmo tempo mais exigente, prometo o álbum apenas para 2010. Enquanto isso, vou chutando alguns sons e videos. Se tudo correr bem, sai o single no final deste ano.

2. E qual e o teu rapper preferido em Mocambique?

Não tenho um preferido. Acho difícil reunir todas as qualidades que aprecio num rapper-ideal numa só pessoa. Já curti muitos rappers, mas actualmente, cada um com as suas qualidades, curto estes 5:

Duas Caras (punchlinhes e estilo street), A Small (colocação de voz e punchlines), S.G (flow e sensibilidade musical), Rage (polivalência), Izlo (inteligência e coerência).

AnônimoCaro Anônimo Rodrigo, obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

3.Azagaia para quando a reedição do Babalaze que ia sair aqui em Portugal?

O album sai aí em conexão com o Valete. Ele está neste momento a trabalhar nisso e assim que avançar uma data, a info fica disponível aqui no blog.

4. Tendo um rap de intervenção como tens e estando num país de censura como Moçambique, alguma vez te sentiste realmente ameaçado por essa censura, ao ponto de correres risco de vida? ou sempre te sentiste protegido?

Complicado responder. De natureza sou destemido, e atrevo-me sempre, principalmente quando trata-se de fazer algo em que acredito. Diria que o meu termómetro de perigo não está sincronizado com o das pessoas a minha volta, daí a alcunha de “corajoso”(embora não concorde!). Desde que começei a fazer um rap mais frontal, as pessoas a minha volta é que se preocuparam mais do que eu. E das vezes que temi pela minha vida, foi mesmo pelos comentários dos que me rodeiam. Portanto, eu penso que as opiniões é que fazem o nosso medo, mesmo quando não sentimos. Concretamente, temi pela minha vida durante o processo da Procuradoria. Pois, aconselharam-me a tomar algumas medidas de segurança pessoal, porque segundo quem me aconselhou, eu estava a lidar com pessoas “frias e calculistas”, que eliminam os “incómodos” e não deixam rastos.

Sinto-me protegido sim, acho que a minha exposição como artista ajuda nisso. E hoje em dia estou exposto até a nível internacional. Embora, já tenha ouvido casos de artistas famosos que perderam a vida em circunstâncias não explicadas. Exemplo: Pedro Langa do grupo Ghorowane, Luky Dube e porque não o saudoso jornalista Carlos Cardoso.

AnônimoCaro Anônimo AlekJorge, obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

5. Se não fosses azagaia, kem gostarias de ser?

Heheheh… nunca me imaginei outra pessoa, entretanto, gostava sempre de fazer activismo social, talvez desenvolvia essa área numa instituição qualquer, e se fosse através da música, melhor. Acho que cantava reggae, minha segunda paixão musical.


6. Tiras chapeu para Mc Roger? Porque?

Respeito o trabalho dele como artista da praça. Mas não concordo com o seu modo de fazer música.

7. Porque e k só fizeste ate agora vídeos de musicas de caris politico, enquanto no teu album tens musicas como Telefona, Labirinto, maria joana, etc?


Boa pergunta. Após o video As mentiras da verdade, o meu video de estreia, deixei-me envolver pela realidade socio-política do país de tal maneira que afectou completamente a minha maneira de ver o mundo. Eu sou uma pessoa profundamente emocional, e tudo o que faço é em função do que sinto, as minhas análises socio-políticas têm raíz nos meus sentimentos, e neste momento encontro-me tomado por uma paixão profunda. Não a paixão entre duas pessoas, homem-mulher, mas a paixão homem-povo, e a minha alegria e bem estar, a minha realização neste momento está muito ligada ao bem estar dos meus irmãos moçambicanos. Sei que corro o risco de não ser compreendido e talvez até de ser acusado de fazer um discurço ensaiado. Mas, é o que sinto agora e não tenho outra resposta.

Bem, não quero com isto dizer que farei videos apenas de conteúdo político, sinto também que é chegado o momento de mostar as outras facetas do mesmo Azagaia, e prometo que durante este ano isso vai acontecer.

8. Normalmente as Labels sao feitas de colectivismo, porque k no teu álbum só se nota a participacao de outros mc's da cotonete numa das músicas, e de menor destaque? será egoísmo da tua parte?

A resposta é simples. Eu começei a gravar o meu cd antes da criação da Cotonete como ela é hoje, quando a Cotonete formou-se e consolidou-se, eu já estava no fim do meu projecto. Daí que os membros da Cotonete só poderam participar num som, dos últimos a serem gravados. Outro ponto tem a ver com o caracter do álbum, conforme vês, ele é feito de reflexões muito pessoais, e na altura tinha muito poucas pessoas com quem podia partilhar as mesmas ideias, e Mc´s, muito menos ainda. Também penso que o primeiro cd a solo dum artista é decisivo para a sua afirmação. Não confundas com egoísmo. Já agora, a música Cotonete Militares, é das minhas preferidas hehehe.


9. Tendo em conta os premios hiphop time 2007-2008 quero saber a tua opiniao quanto a:

-Melhor MC Nacional
-Melhor Rapper(masculino)Nacional
-Melhor Grupo Nacional
-Rapper Revelacao Nacional
-Grupo Revelacao Nacional
-Melhor Produtor Nacional
-Melhor grupo Underground Nacional
-Melhor colabo Nacional
-Melhor Musica Nacional

Não percebi a questão, queres que eu comente os prémios daquela edição ou queres saber a quem eu atribuiria esses prémios hoje?

Se for o primeiro caso, vais me desculpar, mas sugeria que enviasses as categorias com os respectivos vencedores, para refrescares a minha memória. Assim poderei comentar melhor. Posso apenas dizer que o mundo do rap naquela altura é bem diferente do de hoje.

Caro Anônimo Dingane, obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

10. Nunca pensaste que ao fazer video da musica TELEFONA (muito bom som) ia dar um outro gostinho aos teus fas???

Definitivamente mano, penso em gravar este video sim, como respondi a outra pessoa, acho que chegou o momento de dar esse gostinho ao meu admiradores. Tou a sentir isso hehehe. Aguarde, este vai ser um ano de surpresas.

11. Num país como o nosso que critica ao governo eh igual a cavar a propria sepultura e tu praticamente es o unico que critica e dah a cara (coisa essa que tambem admiro em ti. u got balls kid) nao temes q algo te aconteca?


Já respondi a uma pergunta semelhante feita pelo Rodrigo. Acredito que encontras lá o que queres saber.


12. Sabendo que RAP GAME em Moz eh muito complicado porque os nossos hip hoppers (na sua maioria) ao consumir algo proviniente de outro hip hopper procura sempre algo de negativo e acaba xkecendo o positivo. Tipo:
o Aza ta bater e o nigga como nao consegue fazer o memu torna-se hater. mas eh o memu nigga que qando estavas embaixo tava ao teu lado. como lidas com esse tipo de people???

Sou do tipo que não dá crédito a críticas destrutivas. Penso que todos nós sofremos uma pressão para baixo muito grande e nos preocupamos mais em apontar as falhas do outro em vez de aproveitarmos as coisa boas. Portanto, oiço tudo, mas não dou a mesma importância a tudo que oiço. Comigo é bola p´ra frente, apenas faço o que sinto, com as minhas falhas e acertos. Outra coisa, se olhamos só para o mundo hip hop, nunca sairemos desse ciclo vicioso. Para mim a arte pretence a humanidade e não a uma comunidade. Hip hop é arte.

13. Agora quero saber dos teus fas. ya os fas...
como eh que lidas com a fama??? ha quem diga que o Azagaia mudou muito, ja nem conhece a ninguem. (coisa estranha essa).
por outro lado a quem diga que o Azagaia continua o memu bom miudo de sempre.
e tu??? Uki tu dizzs a teu respeito???

Acho que sou eu mesmo sempre, embora nem sempre o mesmo. Eu explico. A fama traz todo o tipo de pessoas para junto de mim. Os que apoiam, os que admiram, os aproveitadores, enfim. E agora, eu tenho o cuidado de procurar perceber que tipo de pessoa se aproxima. A fama, expõe-te muito, e as vezes tens que dividir a tua privacidade. Tento tratar bem a toda gente, memo quando estou mal disposto Penso que as pessoas não têm culpa dos meus beefs pessoais. Quanto as pessoas que me conhecem a muito tempo, penso que nenhuma pode-se queixar de falta de atenção. Talvez não tenho o mesmo tempo e disponibilidade para passar aquelas tardes só no papo, mas sempre que dá, troco uma ideia. Gosto de manter as velhas amizades e tentar novas, e procuro não deixar a merda da fama interferir nisso. Aight!!!

14. Lembro-me que num desses debates de RAP no Gil Vicente o Aza respondeu a questoes dum indivíduo q estava relacionado ao seu Ex-colega Escudo. dizendo que nao repava com o Escudo pq o memu estava limidato por causa d trabalho.
mas ultimamente tenho escutado por ai (nas ruas) que o mano Escudo voltou a repar.
se for isso verdade, o Aza nao pensa em Reconstituir a DB?

Isso é complicado, mas não impossível. A DB não morreu, costumo dizer que está em standby. Uma vez Bantu, sempre Bantu. O que tiver que ser será.

Caro Blogger cartas de M , obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

15-Que pensas dos rappers americanos?

Bem, penso que os E.U.A é um território muito vasto, com imigrantes de todas as partes do mundo. Hoje o rap, carrega consigo várias culturas e tendências, por isso acho que não podemos colocá-los todos no mesmo saco. Nesta óptica, temos dos mais conservadores (The Roots, Mos Def, KRS One, Talib Kweli, Common- embora há quem questione actualmente esse conservadorismo) aos mais modernizados ou comerciais, esses são os que mais passam nas rádios, escuso-me de dar exemplos. Portanto, os primeiros tentam não vender a sua música as tendências do Mercado, talvez seja mais correcto dizer que tentam um equilíbrio. Os segundos vendem-se completamente. Cada um desses grupos tem a sua história, objectivos e motivações. Uns fazem a música apenas pelo dinheiro e diversão, outros porque têm algo para ensinar às comunidades, ainda sentem-se ligados às suas origens e não querem deixar morrer o hip hop tal como conheçeram, e claro, se conseguirem fazer dinheiro nesse processo, melhor.

Infelizmente, o rap americano que nos chega com maior facilidade é o que é apadrinhado pela grande indústria musical, os media, e que passa uma imagem puramente comercial desta música. Os rappers não são deuses ou máquinas, são pessoas como nós, e todas as variações que encontras no comportamento humano refletem-se nas suas obras.

16- Pensas que é necessário ser coerente entre aquilo que se canta/diz e o estilo de vida que escolhemos ter?

Absolutamente, senão não tem valor nem fundamento o que saímos por aí a dizer. Eu procuro ser o espelho do que falo, posso cometer erros, mas é sempre a tentar seguir o caminho das minhas palavras. Afinal o que digo é o que penso, e o que pensamos é o que faz de nós o que somos.

17- Vais manter a tua coerência ou pensas que com a fama te vais transformar num bling bling igual a tantos, que conduzem grandes carros e têm grandes casas e cantam em prol dos oprimidos num relato de grande falsidade, só para vender discos?

Não sou esse tipo de pessoa, definitivamente. Falo sempre o que sinto, no dia que já não estiver a sentir, não falarei só por conveniência. A coerência sempre foi um valor que admirei. Gosto de manos que cantam o que sentem e vivem, seja a pobreza ou riqueza material, a alegria ou a desilusão amorosa, os hábitos culturais ou os sonhos, esses são reais, verdadeiros, fiéis a si mesmos.

18- O que pensas do panorama musical moçambicano? Achas que a música moçambicana tem chances de ir além fronteiras?

Claro que sim. O segredo do desenvolvimento da música está em valorizarmos todos os estilos musicais e premiarmos os melhores fazedores, sem preconceitos. A luta é desigual sim. Mas aos poucos vai-se educando as pessoas a saberem curtir desde o Jazz ao Pandza, passando pelo hip hop/ R&B e Marrabenta. Riqueza cultural é respeito pela diversidade. Temos cada vez mais e melhores estúdios de gravação, programas de Tv e Rádio dedicados a estilos específicos de música, isso é dar espaço a todos, isso é positivo. Vamos criticando sim o que se faz mal, mas não se deve impedir as pessoas de tentarem.

Quanto mais amarmos a nossa música, mais esse amor transborda. Quando o valor que dá-mos a nossa música transborda, ele atravessa fronteiras, disperta curiosidade.

Temos também que chamar atenção às entidades competentes que têm o poder de colocar a nossa boa música no mercado internacional. A função do músico é fazer boa música, a do promotor (que também pode ser o governo) é de promovê-la. Quando se afinar esta máquina, não vejo porquê não estarmos em pé de igualidade com qualquer outro país.

18-O que pensas do Moçambique actual? Como vês o povo moçambicano?

Heheheheh essa pergunta é muito vaga. Mas vou tentar respondê-la. Moçambique é um país com muitas potencialidades e tem um povo disposto a trabalhar para melhorá-lo. Temos recursos naturais capazes de suportar a nossa economia e temos também um capital humano, não deria completamente capaz de aproveitar tudo que este país pode oferecer, mas que está no bom caminho. Eu penso que o povo é o que se faz dele. O comportamento das pessoas é condicionado pelo tipo de vida que levam. A pobreza material existe, mas também a pobreza de espírito, o oportunismo, a exploração do homem pelo homem, a desigualidade social. Tem muita gente de “cima” que não dá o exemplo, que passa a ideia do “cada um por si”. Essa mesma ideia propaga-se no seio dos moçambicanos e parece que temos um sociedade apodrecida pela ganância e corrupção. Mas como disse, o povo é o que se faz dele, não penso que esteja tudo perdido. Se se punir e afastar o que está podre, “facilmente” se implanta uma nova maneira de estar. Quando punimos infractores, estamos também a educar a sociedade. Quando formamos quadros capazes, estamos a estimular a sociedade a seguir o mesmo caminho. Penso que a nossa realidade moçambicana pode ser moldada todos os dias, basta que haja vontade.

19- O que pensas das ONGs estrangeiras que operam no teu país e por toda a África? Eu vejo-as como vacas gordas onde uns quantos mamam e o povo, que é suposto apoiarem, continua à míngua, que pensas disto?

Não tenho uma opinião muito diferente da tua. Desde os Acordos Gerais de Paz até hoje, já se registaram mais de 5000 ONG´s (salvo o erro), mas grande parte delas não são sequer conhecidas. Abre-se ONG´s para justificar entrada de dinheiro no país, as ONG´s têm certas isenções relacionadas com impostos que fazem delas um meio propício para fazer circular dinheiro. As pessoas aperceberam-se disso e aproveitam-se. Acredito que não existe, no país, capacidade para fiscalizar tantas organizações e muitas delas com o mesmo propósito (combate ao SIDA e a pobreza). É um negócio sim.

Mas temos que admitir que existem organizações menos corruptas, que preocupam-se em justificar a sua existência. Essas são dignas do nosso elogio, mas das oportunistas, francamente não precisamos.

20- Achas que o povo moçambicano tem capacidade de se erguer e caminhar para o desenvolvimento, a liberdade e a igualdade?

Acredito que respondi a essa pergunta num dos números anteiores (5).

21- Qual é para ti o factor ou factores que levam tantos à corrupção?

Temos dois tipos de corrupção e causas destintas. A grande corrupção, que visa roubar grandes somas de dinheiro do povo. Ex: O caso INSS, o caso Manhendje, o caso Madjermane, o caso dos Aeroportos, enfim… Depois temos os pequenos casos. Corrupção na função pública, na polícia, nas alfândegas.

A grande corrupção é podre, para mim não tem justificação, é pura ganância, vicio pelo enriquecimento fácil.Encorajada pela impunidade ligada às alianças políticas.

A pequena corrupção é motivada fundamentalmente pela pobreza. Os baixos salários na função pública. A má distribuição da riqueza que faz o pobre pensar que sempre será pobre, caso continue honesto. E acredito também, que a cultura de impunidade que referi no parágrafo anterior, também encoraja o “peixe miúdo”.

22- O que é para ti o racismo. Uma questão de cor ou uma questão de poder?

Primeiro, aqui em Moçambique, é uma questão de herança histórico-cultural. A colonização deixou feridas que não sararam completamente. E ainda tens muitos nacionais a olhar para os estrangeiros como “o patrão”.

Penso que esta questão cultural - e não de poder pois ele está nas mãos de um grupo de nacionais que só o cedem via negociações e não por superioridade rácica – é passada de geração em geração, o que faz as vezes encontrarmos casos de racismo entre nacionais.
Racismo para mim, é toda a crença de que uma raça é superior a outra.

AnônimoCaro aRmadu, obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

23 - yoh wassup cotoooh? Eu tou cool like tufah...
Epah first I want 2 tell parabens pela vossa organizaçao e obrigado por contribuirem pao rap game. Yah sou vosso fan todos sao foxes mas o meu favorito é o mofraker do Rage. Filho da mae esse nigga me leva juro vou me preparar pa fazer um classico com ele.
Bem, azagaia pa quando é q tah previsto o video de "maria joana"?


Yeah bro, thanks pelo colectivo. Quanto ao video, ainda não é prioridade, mas quem sabe num futuro próximo.

Caro Tito, obrigado pelas questões, aí vão as respostas:

24 - Aqui um comentário e talvez uma pergunta ao Azagaia, de parte de um branco não europeu estrangeiro das terras do sul de América... e não sou brasileiro... vivi uma ditadura e lutei contra ela, convencido na importância de contribuir a um objectivo comum... agora que os fariseus que supostamente comandavam a minha luta e a de muitos dos meus irmãos que hoje não fazem outra coisa que cheirar, se tornaram ricos com a utopia rebelde, agora que tu mesmo estas correndo risco de te tornar nisso que criticas (pelo que dizem os comentários anteriores e de alguma maneira alimentam minhas duvidas), agora que muitos e muitas invejam tua poesia herege e coragem apenas comparavel aos madjermane... apenas quero saber se para ti vale a pena... tanta magoa e raiva suportada, tanto esforço sem espera, tantos mortos... vais chegar ao final?

Serei breve. Muitos de nós somos enganados por doutrinas... pelos “ismos”. Socialismo, Comunismo, Liberalismo, e.t.c. Mas eu defendo que essas doutrinas têm como fim último a manutenção do poder dos que estão por trás delas. Hoje a democracia também.

O melhor que temos a fazer, é sermos nós próprios, lutarmos pelo nosso bem-estar e dos nossos, sem prejudicar a quem não nos prejudica.

Não me verás a afirmar que as pessoas devem seguir esta ou aquela doutrina. Com todo o respeito, penso que caiste nessa armadilha e agora é só desilusão.

Vale a pena sim, lutar e inspirar, mas não tentar fazer de mim um deus infalível. Eu sou um ser humano.


4 comentários:

Anônimo disse...

simplesmente... "sabendo q o A é a primeira letra".

O Inconsciente

chambule disse...

O Homem deve existir se criticando para fazer a perfeição(tá dentro dele)querendo como não vai acontecer assim.Ele é da natureza e não da imaginação!!!

jaime disse...

mano gosto muito das tuas musicas e da tua personalidade tu numca te misturas,quiz dizer dizes o k tem k ser dito na hora e no local, não limpas a sola de ninguim para seres o que tu es, como os outros o fazem.força queria eu que em moçambique focemos no minimo dez azagaias em cada provincia eles paravam de cometer os desmandos que fazem.

cartas de M disse...

Obrigada pelas respostas Azagaia, espero que continues a fazer boa música e que essa vá inspirando o povo a querer a mudança.
Naquela questão sobre o racismo quando me referia ao poder, não falava no poder da raça, de per se, mas no poder económico. Numa análise hostórica, pouco científica da minha parte,parece-me que o racismo se desenvolveu porque o branco detinha o poder económico, na altura,e não só, a religião jogou muito nessas questões. Quem não era cristão era bárbaro, ou selvagem, não fazia parte dos eleitos. Muitas das vezes, ainda nos dias de hoje, se relaciona o racismo como uma inferioridade intelectual entre branco/preto.
Estou de acordo que é uma questão cultural mas com contornos de poder ou superioridade/poder de uns em relação a outros.
É claro que , em última análise, para mim o racismo não passa de uma ignorância bárbara, ignorância essa que uns quantos ainda se recusam a aceitar.

Boas vibes Azagaia

Abraços de Portugal

Inês